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O cavalo Árabe e o CCE

Publicado em 14/01/2010 - Karen Tatiana Rodrigues


O CCE (Concurso Completo de Equitação) é uma modalidade olímpica muito conhecida na Europa, que compreende 3 provas : salto, adestramento e cross-country. Sua origem remete aos períodos de guerra enfrentados pelos exércitos no Velho Continente, onde a força, obediência, destreza e resistência dos animais utilizados pelas tropas eram exigidas em vários momentos no campo de batalha.

Apesar de sua origem bélica, o CCE é hoje um esporte que promove a integração e o entretenimento de seus participantes. Além disso, a confiança necessária entre homem e animal faz com que os conjuntos dessa modalidade sejam extremamente apegados entre si, criando vínculos de parceria durante anos de treinamento.

Com o surgimento da ABHIR (Associação Brasileira de Hipismo Rural) nos anos 80 criando o chamado “Hipismo Rural”, o interior do estado de São Paulo foi despertado ao “cross-country”. Posteriormente, nos anos 90, após um período sendo praticado somente por representantes do exército no Brasil, o CCE agrega os cavaleiros e amazonas da ABHIR, que vêem no esporte a realização olímpica.

Nesta condição, a introdução e substituição de cavalos de diversas raças ao esporte era inevitável. Com as modificações mundiais que a modalidade sofreu ao longo desses anos, excluindo-se, por exemplo, o “steeple chase” das provas, observa-se no Brasil a introdução de várias outras raças. Em especial, aparecem os cavalos anglo árabes.

São animais com boa estrutura e temperamento, conformação e aptidões para a prática de diferentes modalidades. Por ter se mostrado um cavalo bastante versátil, foi adotado por alguns cavaleiros e amazonas do CCE, obtendo resultados expressivos desde então. Aldobeto, Kioey, EHK Mozart, Garbo da Mata, Lord Cristopher HI, Rodízio AA, Gap TW entre outros, fizeram história em campeonatos brasileiros, sulamericanos, panamericanos e olimpíadas.


Atualmente contamos com ótimos criadores de cavalos com sangue árabe para o CCE. Citando o Haras Transwall, de Batatais/SP, o Haras Iperó, de Araçoiaba da Serra, Centro Hípico Graal, de Uberlândia/MG entre outros. Cabe salientar a importância dos animais cruza, anglo e puro sangue árabes na introdução de novos conjuntos à modalidade com sucesso, como Lady Paty HI, campeã na categoria Novatos e RSC Pit Star, atualmente na categoria graduados do CCE.Lailali e Fast Klan, embora sem registro, são animais com sangue árabe incontestavelmente e imbatíveis na categoria Iniciantes.

Dado que o CCE é composto de três provas (salto, adestramento e cross-country), o perfil dos animais que competem deve ser constituído por diferentes características: aptidão para o salto, andadura, rusticidade, temperamento e velocidade. E isto é o que se tem encontrado nos animais de sangue árabe que competem nesta modalidade.

Recentemente, o contratado pela CBH, o inglês, Nick Turner, técnico das futuras equipes de CCE do Brasil, em seu primeiro treinamento realizado em Junho/09, elogiou bastante os cavalos de sangue árabe participantes. Afirmou que o Brasil tem bons cavaleiros e excelentes cavalos. Para citar alguns: o incansável Ékus TW, o belo Equison TW, o experiente Milano TW e a jovem promessa, o cruza árabe Bily Ben ( muito elogiado por Nick ).

E os resultados têm se mostrado cada vez melhores. Hoje é possível apreciar o desempenho de vários animais que prometem impressionar cada vez mais nas pistas. Ékus TW foi campeão brasileiro de CCE em 2008, na categoria CCI 2* e continua em franca ascensão. Equison TW venceu o último CCE promovido pela CBH ( Confederação Brasileira de Hipismo ) no Rio de Janeiro, no início de julho. Bily Ben venceu em Pirassununga/SP , no último dia 1/8, a categoria graduados ( cavaleiros experientes montando cavalos novos ) esses são alguns dos exemplos que demonstram grande performance, alimentando o sucesso da adaptação do cavalo de sangue árabe ao CCE.

Por isso, hoje em dia, o cavalo de sangue árabe é cada vez mais presente nas provas de CCE e seus resultados mostram que ainda veremos grandes conquistas dos mesmos, cuja beleza, astúcia, coragem e fidelidade elevam sua condição aos mais requisitados conceitos na busca de animais para a prática desta modalidade.





Karen Tatiana Rodrigues- empresária e amazona, membro do Comitê de Assessoria de CCE na gestão CBH 2009/2012, Presidente do Conselho Deliberativo da ABHIR 2009.



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© 2017 ABHIR - Associação Brasileira dos Cavaleiros de Hipismo Rural - 19 3523.6700 - abhir@abhir.com.br - Desenvolvido por ArtStudio
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