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Narrativa do Panamericano de CCE 2011
Publicado em 26/10/2011 - Ana Paula Perracini
Bronwen Jones
Guega Fofanoff e Barbara TW
Gente foi maravilhoso... Se pudesse assistia o dia de hoje mais umas duzentas vezes...
Para quem não conhece, o CCE começa com uma inspeção veterinaria, depois vem o adestramento, depois o cross, daí outra inspeção veterinária e por último uma prova de salto.
Tudo vinha bem, estavamos em terceiro depois do cross. Só faltava a inspecão e o salto.
Se um cavalo é eliminado na inspeção ele não salta e a gente fica sem medalha, resumindo.
Bom a Barbara TW do Guega, que era o nosso melhor colocado amanheceu dolorida...
Fez o trote para os juízes e eles a mandaram para o holding box.
O holding box é tipo um instrumento de tortura aonde vc deixa o cara esperando pela sentença: seu dia acabou...
Foi o vet da prova lá, cutucou a égua e voltou para o grupinho de engravatados que decidem sua vida (ground jury- eles podem te eliminar com um simples : no aceptado).
E passa a equipe do canadá e nada de chamarem o Guega de volta. E passa a Guatemala e nada de Guega... Quando estava vindo o Uruguai alguém falou; NO, agora és el Brasileño.
Aaaaai... e vem o Guega...
Trotou para lá... Trotou para cá... E parou.
O grupinho de engravatados falando entre si, a gente longe, morrendo de vontade de escutar... E eles lá, sem pressa.
Parece que demorou horas... Mas devem ter sido uns 3 minutos.
Quando a gente já estava se preparando para o pior, vem a voz do microfone: ACEPTADO!!
Ninguém disfarçou! Pulamos, choramos, nos abraçamos! Foi liiiiiiiiindo!!!
Depois fomos para o salto e mantivemos nossa medalha de bronze.
Ufa, o CCE (concurso completo de equitação) precisava desta medalha para qualificar o país para Londres.
Agora é continuar treinando!!
Amazona e Instrutora de Equitação na Hípica Moinho Velho - Cotia/SP